As 6 famílias aromáticas do perfume

Quantas vezes já descreveu um perfume como sendo leve, fresco, forte, quente, doce ou inebriante? Se é um amante das fragrâncias já sabe que prefere perfumes florais ou então aromas leves para o Verão e sensuais para o Inverno… e os especialistas na matéria também o sabem! É por isso mesmo que as referências internacionais da perfumaria dividem as fragrâncias em 6 famílias aromáticas.

Com uma escala de intensidade que começa nos aromas mais leves e termina nos mais intensos, as principais famílias aromáticas são as seguintes:

  1. Cítricos: esta categoria, também conhecida pelo nome mais pomposo “hesperídeos”, vai buscar os seus aromas às cascas dos citrinos, destacando-se a utilização da laranja, limão, toranja, tangerina e bergamota. É uma família aromática bastante popular porque produz perfumes leves, frescos e estimulantes, extremamente apetecidos pela maior parte das pessoas. Para além de serem um dos componentes mais frequentes dos perfumes masculinos, os cítricos são ainda a nota protagonista em quase todos as fragrâncias unissexo.
  1. Florais: esta família aromática recorre à sensualidade e ao poder olfactivo que só as flores conseguem emanar. Nesta categoria recorre-se, muitas vezes, a uma única espécie para produzir um perfume – caso da rosa, da violeta ou do jasmim – mas também não se descuram as restantes beldades da Mãe Natureza, criando autênticos bouquets… dentro de frascos igualmente bonitos! Por razões óbvias, os florais estão quase exclusivamente presentes nos perfumes femininos, servindo ainda de inspiração para muitas fragrâncias românticas.  
  1. Fetos: tendo a sua origem no termo francês “fougères” que, apesar de ser o nome próprio de uma planta, apresenta uma curiosidade: é que essa planta quase não tem cheiro! Pelos vistos, era mesmo esse o objectivo, ou seja, esta família aromática representa a frescura das ervas e plantas herbáceas. Normalmente associados a aromas limpos e puros, a categoria dos fetos está maioritariamente presente nas fragrâncias masculinas mais tradicionais.
  1. Chipre: família aromática distinta, foi buscar o seu nome a um célebre perfume criado em 1917 por François Coty e que se chamava precisamente “Cypre”. Os traços identificativos deste grupo são, sem dúvida, a sua mistura de notas quentes e frias, numa espécie de junção do melhor dos dois mundos da perfumaria. Esta justaposição surpreendente é conseguida graças à combinação, bem aromática, das notas cítricas com notas concentradas e que remetem para a essência da terra, caso da madeira e do musgo.
  1. Amadeirados: tal como o próprio nome indica, este grupo aromático socorre-se das melhores madeiras para produzir aromas escaldantes e sedutores. No entanto, só as madeiras de luxo – caso do pinheiro selvagem, o sândalo e o cedro do Líbano, por exemplo – servem para conferir ao perfume amadeirado características tão próprias como a durabilidade e a consistência. A esta família juntam-se ainda algumas resinas balsâmicas: os bem conhecidos incenso e mirro, cujos aromas não podiam ser mais quentes. Utilizado tanto em perfumes masculinos, como femininos, resultam melhor quando combinados com os cítricos e os florais.
  1. Orientais: considerada a mais intensa das experiências olfactivas, a família das fragrâncias orientais tem a sua base numa junção divinal entre especiarias exóticas – pimenta, anis, canela, baunilha, entre outras – e aromas florais. Longe vão os tempos em que essências como o musk, o almíscar, o âmbar e até algumas de origem animal, eram nota dominante nos perfumes orientais. O subsequente encarecimento destes produtos raros e de luxo “obrigaram” os perfumistas a procurarem alternativas mais económicas e, felizmente, encontraram-nas – chamam-se “moléculas sintéticas equivalentes” e permitem a reprodução de qualquer aroma que possa imaginar!
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